
A MATRIA apresenta a verificação de dados Sem sustentação na fisiologia nem na evidência: a "amamentação" por pessoas do sexo masculino e a segurança do bebê (2024), que tem como objetivo evidenciar as falácias proferidas em torno da noção de que pessoas do sexo masculino podem amamentar bebês.
Esse é um tema de grande preocupação da Associação, na medida em que se percebe o avanço de tentativas de tornar esse ato de violência contra os bebês aceitável, sob um verniz de "inclusão" e "afirmação de gênero" de adultos do sexo masculino.
A falácia da amamentação realizada por pessoas do sexo masculino demonstra ter como finalidade a reivindicação do "direito" à afirmação de gênero, a despeito da preservação da dignidade e das necessidades nutricionais de bebês.
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O que a verificação mostra sobre a "amamentação" por pessoas do sexo masculino
O documento está organizado em duas partes – "Amamentar é exclusivo de fêmeas" e "A segurança dos bebês em segundo plano" – e examina os estudos apresentados em defesa da prática. Entre os pontos analisados:
- os estudos citados (Reisman 2018, Wamboldt 2021, Weimer 2023) relatam volumes de secreção muito menores do que os necessários para o crescimento e o ganho de peso do bebê, e a suplementação com leite artificial continua necessária;
- não há análise da composição nutricional da secreção, nem de componentes do leite materno, como colostro e agentes imunizantes;
- a domperidona, usada para induzir a secreção, não foi desenvolvida para esse fim, e o próprio fabricante desaconselha seu uso para estimular a produção de leite, mesmo em mulheres;
- os estudos não apresentam controle das amostras nem relatório de saúde dos bebês submetidos à prática.
A segurança do bebê em primeiro lugar
Violar o direito à amamentação segura de bebês é o mais novo campo de disputa ideológica que estamos presenciando nos últimos anos no mundo ocidental. As tentativas de usar bebês para realizar os "desejos" de performar uma identidade materna e de desvincular esse ato exclusivo das mulheres têm surpreendido pela ousadia de tamanha imposição e desrespeito aos bebês e às mulheres que são mães.
Ao longo do documento, são apresentados elementos que corroboram essa constatação, evidenciando que, longe de ser uma tentativa ingênua e despretensiosa, há interesses, atitudes anticientíficas e, claro, rompimento de parâmetros éticos da nossa sociedade.
Este texto integra uma série de análises da MATRIA dedicadas à verificação crítica de dados amplamente utilizados em debates públicos, documentos oficiais e decisões institucionais.
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