Orientações da MATRIA a famílias e profissionais sobre infância e adolescência

Documento orientador · MATRIA · 2025
A MATRIA apresenta o documento orientador Diretrizes para a garantia de uma infância e adolescência plenas: para um desenvolvimento livre de rótulos sexistas (2025), que reúne informações baseadas em evidências científicas sobre os riscos da "transição de gênero" em crianças e adolescentes e oferece orientações às famílias e aos profissionais que atuam junto a esse público.
No Brasil, cresce a pressão pela aceitação, sem questionamentos, de intervenções para a "transição" de meninos e meninas que não apresentam interesses e comportamentos rotulados como socialmente aceitos para o seu sexo. A "transição social", com a troca de nome e de pronomes, tende a conduzir ao uso de bloqueadores de puberdade, à introdução de hormônios do outro sexo e, mais tarde, às cirurgias.
O que o documento orientador apresenta
Além da introdução e da conclusão, o documento está organizado em cinco partes – "Conceitos", "Tipos de intervenções em vigor no Brasil", "Direitos da criança e do adolescente", "A Resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP 01/2018)" e "Destransicionados" – e traz um apêndice para pais, mães e responsáveis. Entre os pontos abordados:
- definições de criança e adolescente, sexo, gênero, intersexo (distúrbios do desenvolvimento sexual), "cis" e "trans", e uma análise crítica dos critérios de "disforia de gênero" do DSM-5 e de "incongruência de gênero" da CID-11;
- a descrição das intervenções em vigor no Brasil – transição social, bloqueadores de puberdade, hormonização cruzada e cirurgias previstas no SUS pela Portaria nº 2.803/2013 – e das regras da Resolução CFM nº 2.265/2019, que admite o bloqueio da puberdade a partir do estágio Tanner II, em caráter experimental, e veda a hormonização cruzada antes dos 16 anos;
- a contradição do Parecer CFM nº 8/2013, que autoriza bloqueadores de puberdade e, ao mesmo tempo, admite que cerca de 80% a 95% das crianças que apresentam incongruência de gênero não a apresentarão na adolescência;
- revisões que classificaram como de baixa qualidade as evidências de benefícios dos bloqueadores de puberdade e apontaram pouco ou nenhum benefício para a disforia de gênero, a saúde mental, a imagem corporal e o funcionamento psicossocial;
- a violação de direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e de princípios éticos de pesquisa com seres humanos, como o Código de Nuremberg e a Declaração de Helsinque, diante da impossibilidade de crianças consentirem com intervenções experimentais;
- a análise da Resolução CFP nº 01/2018, do argumento do risco de suicídio e de fatores como homofobia, autismo e contágio social – entre eles, os dados da clínica Tavistock, no Reino Unido, segundo os quais 97,5% dos menores atendidos para iniciar a transição tinham alterações psicológicas e sociais;
- relatos de destransicionados, como os de Keira Bell e Mikael Rehlin Kruse.
Não existe "criança trans"
Para a MATRIA, não existe "criança trans", assim como não existe "criança cis". Existem crianças que agem como crianças: exploram o mundo, brincam, interagem e descobrem formas de ser e de se expressar. Concluir que uma criança nasceu no corpo errado porque seus gostos e comportamentos não correspondem ao que se espera para o seu sexo é uma leitura sexista, feita a partir do olhar dos adultos.
O documento ressalta ainda que não há separação entre "transição social" e "transição física": com a aplicação do chamado "protocolo afirmativo", uma intervenção leva à outra. Nesse contexto, as diretrizes buscam auxiliar autoridades, legisladores, pais e profissionais a considerar com maior cuidado decisões que possam impactar a vida de crianças e adolescentes brasileiros.
No apêndice, pais, mães e responsáveis encontram sugestões práticas para lidar com essas questões na adolescência, como limitar o uso de redes sociais, incentivar a prática de esportes, o contato com a natureza e o acesso à arte, e conversar com as meninas sobre as mudanças do corpo na puberdade.
Documento da MATRIA, de 2025, que reúne informações baseadas em evidências científicas sobre os riscos da "transição de gênero" em crianças e adolescentes e oferece orientações a famílias e profissionais.
Baixar o PDF →Este documento orientador integra o conjunto de documentos produzidos pela MATRIA, reunidos com outros materiais de referência em Dados, relatórios e dossiês.
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