Aparições da MATRIA na mídia

Destaque na mídia

Por que a MATRIA disputa a narrativa na imprensa

O debate sobre "identidade de gênero" e direitos das mulheres também se dá na mídia, que tem em suas mãos instrumentos que podem moldar percepções e também, através da forma com que escolhe descrever um fato, mudar o que o leitor entende dele. A imprensa tem a capacidade de impactar negativamente a luta das mulheres pela manutenção do marcador 'sexo' em políticas públicas e leis de diversas formas:

  • utilizando linguagem que confunde sexo, gênero e "identidade de gênero";
  • omitindo o sexo das pessoas, ao se referirem a elas a partir de suas "identidades de gênero" autodeclaradas;
  • utilizando números e dados produzidos por transativistas de forma acrítica e sem checagem;
  • apresentando uma narrativa única em torno do tema;
  • omitindo informações e casos;
  • dando espaço apenas para quem acredita que a ideia de "identidade de gênero" deve se sobrepor à realidade do sexo para todos os fins.

Correção de números sem base em dados

Para incidir sobre a percepção pública a respeito do nosso tema de atuação, a MATRIA atua em diferentes frentes. Uma delas diz respeito à correção de reportagens que trazem números sem base em dados. No Brasil, há três afirmações falsas repetidas com frequência na mídia a respeito de pessoas que se declaram trans e que a MATRIA já demonstrou, através da publicação de dois relatórios, não terem qualquer embasamento: Dois números sem sustentação nos dados (2024), sobre as afirmações de que o Brasil seria o país que mais mata pessoas trans e de que a expectativa de vida de pessoas trans seria de 35 anos, e Um número sem base estatística (2025), sobre a afirmação de que 90% das pessoas trans estariam na prostituição.

A partir desse trabalho, entramos em contato com veículos que divulgam esses números, solicitando a correção da informação. Para evidenciar o impacto que a divulgação de um dado falso pode ter, damos como exemplo o caso do site do Senado: a pedido da MATRIA, uma reportagem que afirmava que a expectativa de vida de pessoas que se declaram trans é de 35 anos. Essa informação, extraída do site do Senado, havia sido citada pelo ministro Ricardo Lewandowski em seu voto na ADO 26, ação em que o Supremo Tribunal Federal equiparou a homotransfobia ao crime de racismo, como mostra o relatório de 2024.

Ou seja, uma informação sem base, publicada por um órgão público, chegou à argumentação de um voto do Supremo Tribunal Federal.

Matérias que omitem o sexo de autores de crimes

Da mesma forma, a MATRIA entra em contato com veículos que se referem a autores de crimes como "mulher" quando se trata de pessoa do sexo masculino que os cometeu. Ao omitir o sexo do criminoso, essas reportagens fazem o leitor acreditar que se trata de ilícito cometido por uma mulher. Mesmo quando os textos se informam se tratar de "mulher trans" (o que nem sempre acontece), a confusão continua, pois conforme Pesquisa de Opinião encomendada pela MATRIA, 73,4% da população brasileira não sabe que "mulher trans" é uma pessoa do sexo masculino que se declara mulher. O portal RIC, dentre outros, alterou os termos de uma matéria após ser notificado pela MATRIA.

Entrevistas, artigos e direito de resposta

Atualmente, é difícil levar à imprensa tradicional a posição de mulheres que apontam conflitos entre "identidade de gênero" e direitos das mulheres. Ainda assim, nesse pouco tempo de vida a MATRIA vem ganhando espaço, inclusive com a publicação de artigos em espaços relevantes.

A associação também está sempre disponível para conceder entrevistas, mesmo quando sabidamente quem nos entrevista tem uma opinião contrária à nossa: a circulação de uma opinião diversa da que os leitores desses veículos estão acostumados a ler é importante.

Acontece, no entanto, que os jornalistas distorçam o que dissemos ou enquadrem de forma a dar uma visão incompleta do que foi dito, motivo pelo qual por vezes também publicamos nossas respostas completas no site. Quando nosso ponto de vista é apresentado de forma desonesta em alguma reportagem, também solicitamos direito de resposta, que eventualmente é concedido.

Outros relatórios da MATRIA

Além das verificações de dados, a MATRIA publica pesquisas, notas técnicas e análises de estudos sobre "identidade de gênero" e direitos das mulheres.

Ler os relatórios da MATRIA →

Reportagens que citam a MATRIA, entrevistas, artigos e respostas à imprensa