Transparência na comunicação
Para garantir que nossas posições sejam conhecidas em seu contexto e evitar interpretações ou reproduções imprecisas, publicamos, na íntegra, as perguntas que recebemos da imprensa e as respostas enviadas pela MATRIA. Este conteúdo corresponde às respostas efetivamente encaminhadas aos jornalistas e constitui o registro da nossa posição sobre o tema.
A MATRIA respondeu, no dia 25/09/2026, à entrevista feita por Giovani Sella, para a matéria para a Agência Diadorim.
Abaixo, a íntegra das perguntas e respostas.
Perguntas

Respostas
- A MATRIA não escolheu a quem enviar a Carta-Compromisso. Nós postamos a respeito dela e a partir disso certos candidatos já a assinaram e nossas associadas e seguidores também a difundiram, abordando seus candidatos. A pedido de seguidores, que marcaram candidatos nos nossos posts ou nos solicitaram por DM, também enviamos a Carta-Compromisso a esses candidatos. A mesma coisa foi feita com o envio de uma pergunta a respeito do posicionamento sobre políticas para mulheres serem baseadas em sexo ou identidade de gênero autodeclarada, enviada aos candidatos indicados pelos seguidores. Para os que responderam sexo, encaminhamos em seguida a Carta.
- A assinatura da Carta-Compromisso está aberta a todos os candidatos e cabe aos eleitores pesquisarem sobre o passado ou as propostas de cada signatário, como deve ser qualquer com qualquer escolha de candidato.
- Nossa pauta é a defesa do marcador sexo como critério para políticas para mulheres. Como é o transativismo que demanda a alteração desse critério, é natural que o foco das postagens seja esse. Saber reconhecer quem é mulher é essencial para qualquer política para mulheres, como o combate ao feminicidio e à violência contra mulheres. Nossa pauta, portanto, é essencial para que os grupos que focam em outros temas relacionados aos direitos das mulheres possam atuar de forma efetiva.
- Peak trans não é um termo inventado pela MATRIA e sim a expressão, em inglês, usada para definir a situação que fez com que alguém percebesse a misoginia do movimento transativisma e os inúmeros problemas que decorrem disso.
- O vídeo que fizemos usando a palavra “transconsenso” teve por objetivo apontar que não existe consenso na esquerda em torno de políticas com base em identidade de gênero. O fato de ativistas estarem atacando e coagindo todos os candidatos de esquerda que assinaram nossa Carta-Compromisso a recuarem não muda essa realidade, não cria um consenso real. A aparência de consenso é algo frágil e que não se sustenta ao longo do tempo, ainda mais se para mantê-la são necessários métodos autoritários.
- O motivo das associadas da MATRIA que são filiadas a partidos de esquerda não assinarem seu nomes no Manifesto das Mulheres de Esquerda da MATRIA é evidente: auto preservação. Todas nós conhecemos o nível de violência utilizado por transativistas para silenciar mulheres que defendem direitos baseados no sexo e, nas últimas semanas, tivemos novamente provas dessa virulência dentro dos partidos de esquerda, com os ataques e ameaças aos candidatos que assinaram nossa Carta-Compromisso.




