A MATRIA – Mulheres Associadas, Mães e Trabalhadoras do Brasil reúne mulheres de diferentes idades, regiões, formações e trajetórias políticas, unidas pela preocupação com os impactos das políticas baseadas em “identidade de gênero” sobre mulheres, crianças e a sociedade.
Mas quem são as associadas da MATRIA?
Somos frequentemente alvo de ataques sem o menor lastro em fatos, tentando nos enquadrar ideológicamente. Para além das narrativas repetidas, esse levantamento do perfil das nossas associadas apresenta dados objetivos, revelando uma associação diversa, plural e distante das caricaturas políticas que nos são atribuídas.
No momento deste levantamento, em dezembro de 2025 e com pouco mais de dois anos de existência, a MATRIA contava com aproximadamente 300 associadas.
Faixa etária das associadas
As associadas da MATRIA têm entre 18 e 76 anos, com maior concentração entre 25 e 54 anos.

Nessas faixas etárias, maioria das mulheres está em plena vida profissional e os impactos do avanço da ideia de “identidade de gênero” se fazem sentir em seu dia a dia de estudo ou trabalho, assim como familiar, no caso das que têm filhos.
Distribuição geográfica das associadas
Em dezembro de 2025, a maior concentração de associadas estava em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, em linha com o peso populacional desses estados. A presença em 20 estados brasileiros e 9 países confirma o caráter nacional e descentralizado da MATRIA.

Estados do Brasil onde estamos presentes: AC, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PR, RN, RS, SC, SE, SP, RJ.
Países onde estamos presentes, através de associadas brasileiras que moram no exterior: Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Portugal, Suiça.
Contamos ainda com uma associada de nacionalidade estrangeira que vive no Brasil.
Nível de escolaridade

Quase dois terços das associadas possuem pós-graduação, mestrado ou doutorado.
Nossas críticas e posicionamentos partem de formação sólida, experiência profissional e rigor intelectual das associadas, que contribuem para análises e produção de forma voluntária. Nosso trabalho não de tem origem na ignorância, improviso ou caricaturas ideológicas.
Áreas de atuação profissional
As associadas atuam majoritariamente em educação, saúde, direito, serviço público e comunicação — setores diretamente impactados por políticas públicas relacionadas a gênero, infância e direitos das mulheres.

A preocupação com o que testemunham todos os dias em seus ambientes de trabalho atrai para a MATRIA mulheres de todas as áreas de atuação profissional incluindo também engenharia, arquitetura, polícia militar, guarda municipal, bibliotecária, química, dona de casa, produtora rural, veterinária, tecnologia, dentre outras.
Seus conhecimentos diversos tornam as críticas que fazemos extremamente qualificadas.
Maternidade e arranjos familiares
Um pouco mais da metade das associadas da MATRIA são mães (53,5%). Entre as associadas, há mulheres casadas, solteiras, em união estável, divorciadas ou viúvas.


A diversidade de arranjos familiares reflete experiências concretas que informam a preocupação com infância, educação e políticas públicas.
Orientação sexual das associadas
Em comparação com a média nacional, há maior proporção de mulheres lésbicas e bissexuais entre as associadas da MATRIA.

Enquanto pesquisas em nível nacional encontram menos de 1% de mulheres lésbicas e 2% de pessoas bissexuais na população geral, no perfil da MATRIA esses números são substancialmente maiores.
Esse engajamento decorre, em muitos casos, do reconhecimento de conflitos entre a noção de “identidade de gênero” e o respeito à orientação sexual baseada no sexo.
Religião e crença
Quase metade das associadas não declara religião, percentual muito superior ao da população brasileira segundo dados do IBGE. Entre as demais, há ampla diversidade de crenças, reforçando o caráter laico da associação.

Entre as “Outras” religiões ou crenças declaradas foram mencionadas Pagã, Deísta, Islâmica, Ecumênica, Hinduísta, Thelemita, Xamânica e Rastafari.
Orientação política
A maioria das associadas se identifica como de esquerda ou centro. Há também associadas de direita e independentes.

Diversas associadas que se declararam de esquerda ou no passado já se consideram pertencentes a esse campo político, relataram desilusão com o cenário político atual, especialmente no debate sobre identidade de gênero. Para algumas, o tema foi motivo para deixarem de se considerar pertencente à esquerda política.
Filiação a partidos políticos
Apenas 13,5% das associadas da MATRIA são filiadas a partidos políticos, distribuídas entre diferentes campos ideológicos. Esses dados reforçam que a MATRIA não é um movimento partidário, mas uma associação civil plural.

Entre as associadas filiadas a partidos políticos, há 15 filiadas ao PT, 3 ao Novo, 3 à Rede, 3 ao PL, 3 ao PSOL, 2 ao PCdoB, 1 ao PDT e 1 ao PSDB, evidenciando a presença de mulheres vinculadas a partidos de diferentes campos ideológicos dentro da associação.
Além disso, seis associadas informaram estar em processo de desfiliação partidária, sendo 2 do PT, 2 do PSOL, 1 do PCdoB e 1 do PDT, em razão de divergências políticas, especialmente relacionadas ao debate sobre identidade de gênero.
Raça e cor das associadas
A composição racial da MATRIA reflete desigualdades estruturais no acesso à educação e aos recursos econômicos no Brasil.

A associação reúne majoritariamente mulheres com alta escolaridade e contribuição financeira mensal, fatores que impactam diretamente a composição racial de organizações civis no país.
Por que esses dados importam
O perfil das associadas da MATRIA demonstra que críticas às políticas baseadas em identidade de gênero não partem de ignorância, extremismo ou homogeneidade ideológica, mas de experiências profissionais, familiares e políticas concretas.
Em tempos de polarização extrema, a MATRIA representa um projeto único ao fomentar a união de mulheres de todos os perfis em torno do que temos em comum: nossa classe sexual.
Dentro da Associação, mulheres de trajetórias e visões de mundo diferentes, que dificilmente teriam se encontrado, trabalham juntas e se humanizam.
Trata-se de uma experiência democrática cada vez mais rara em um cenário de crescente polarização, no qual o diálogo entre diferentes tem sido substituído pelo isolamento entre semelhantes.
Nossa diversidade é nossa maior riqueza e nosso maior trunfo.
Junte-se a nós e faça parte da luta pelos direitos de mulheres e crianças.



