Crusoé | Murilo Pavini | 12/03/2026

No dia seguinte à nomeação de Erika Hilton (PSOL) como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados, a revista Crusoé entrevistou Celina Lazzari, diretora da MATRIA, a respeito dos impactos dessa nomeação.
Celina alertou que Hilton tem o poder de travar o andamento de qualquer projeto criado para manter espaços femininos baseados no sexo (como banheiros exclusivos, categorias esportivas apenas para mulheres, entre outros).
O que é curioso, veja, é que a própria atitude e concepção de mulher que Hilton sustenta é alicerçada na misoginia. São atitudes, comportamentos, posicionamentos que mostram, na verdade, um profundo desprezo e desrespeito pelas mulheres. Erika Hilton reivindicar-se como mulher só porque aderiu a códigos sociais femininos já é, em si, uma atitude machista, uma visão reducionista e misógina das mulheres, porque está reduzindo mulheres a estereótipos sexistas, dizendo que ser mulher é ser feminina, que ser mulher é utilizar cabelo comprido ou performar alguns códigos sociais ditos femininos.
Leia a entrevista na íntegra no site da revista Crusoé.




