Logo do jornal o Globo, que publicou matéria por Ana Calderaro, associada da MATRIA, sobre mulheres e eleições

Artigo de associada da MATRIA no jornal O Globo

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Artigo publicado no jornal O Globo, assinado por Ana Calderaro, associada da MATRIA – Mulheres Associadas, Mães e Trabalhadoras do Brasil, analisa a participação feminina no eleitorado e a sub-representação das mulheres entre os eleitos.

As mulheres são maioria entre os eleitores

Veículo: O Globo | Autora: Ana Calderaro | Data: 1 out 2024

A associada Ana Calderaro escreveu para O Globo a respeito das eleições e a participação das mulheres.

O artigo, intitulado “As mulheres são maioria absoluta entre os eleitores, mas os homens são a maioria absoluta entre os eleitos”, discute a evolução histórica do voto feminino no Brasil e apresenta dados recentes sobre a presença de mulheres entre candidaturas e eleitos, argumentando que mecanismos como cotas partidárias não têm produzido paridade efetiva na representação política.

Ana refletiu sobre o voto feminino no Brasil ser uma conquista recente, onde apenas em 1934 as mulheres tiveram o direito de votar incluído na Constituição, e somente em 1965 esse direito se tornou obrigatório. Ressaltou que apesar da criação de cotas eleitorais, que obrigam os partidos a lançarem no mínimo 30% de candidatas mulheres, a medida parece mais como um protocolo burocrático do que incentivo verdadeiro à participação feminina, porque há muita prática das “candidaturas laranja”, que frauda esse percentual, mostra que as mulheres seguem preteridas e usadas apenas para cumprir exigências legais.

Em 2024, embora representem 52% do eleitorado, as mulheres somam apenas 33% das candidaturas municipais, revelando um descompasso entre sua presença como eleitoras e como representantes políticas.

Quando finalmente chegam ao poder, muitas vezes as mulheres não conseguem pautar suas próprias demandas. Questões urgentes, como o combate à misoginia e a revisão de leis que historicamente prejudicaram as mulheres, seguem sendo ignoradas ou tratadas de forma superficial. A política brasileira, de direita a esquerda, reconhece a força do eleitorado feminino apenas em épocas de campanha, mas falha em transformar essa força em mudanças estruturais. O resultado é que as mulheres continuam sub-representadas e suas necessidades, frequentemente, empurradas para depois.

Ler o artigo completo no O Globo.