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Por que a "cultura drag e trans" é um ataque violento contra a infância?

Chama atenção a quantidade de shows de drags voltados ao público infantil, como bailinhos, paradas "LGBT", visitas a escolas e contação de histórias para crianças, promovidas com cada vez mais frequência por transativistas. 


Há quem afirme que trazer a "cultura drag" para crianças é uma forma de "quebrar estereótipos de gênero", fazê-las abraçar a "diversidade", ou então, uma forma de afirmação e validação de "infâncias trans".


Também temos visto isso avançar por meio de parlamentares promovendo a "cultura ballroom" como "patrimônio cultural brasileiro".


As tentativas de imputar à infância a noção de "criança viada", "criança trans", "criança drag", são formas de desrespeito e violência, pois desrespeitam os limites de compreensão do mundo infantil e violam preceitos de proteção à infância. 


Recorremos a Julie Bindel, autora, jornalista e feminista que explora a questão da misoginia em diversos campos e explica que, embora no passado existisse algum sentido na transgressão de padrões rígidos para homens, hoje "o drag é parte da cultura pornográfica e suas mensagens são profundamente misóginas e regressivas."


Bindel afirma que o drag em si é na verdade uma paródia profundamente ofensiva da feminilidade. E a verdade é que, além de ofensiva às mulheres, o transgenerismo, que virou um guarda-chuva que engloba a cultura drag, é uma forma de desrespeito à infância. Nessas apresentações direcionadas ao público infantil, o objetivo está longe de ser um ensino do respeito às pessoas em sua diversidade. 


De acordo com Bindel, o que crianças percebem nesses eventos e exposições são "homens imitando mulheres da forma mais misógina", de forma que o que é ensinado é "entender as mulheres como representações grosseiras e deturpadas".


No Brasil, avança a passos largos e com grande chancela de instituições públicas, a violação da infância por meio de uma suposta "cultura LGBT".


Recentemente o portal Lunetas, um portal de livros infantis, colocou um homem simulando de forma erotizada trejeitos femininos caricaturados, com uma maquiagem carregada e exagerada, cílios e unhas postiços, típicos do drag, para contar histórias para um público de crianças (imagem ao lado)


A pergunta que todo pai e mãe com um mínimo de bom senso se faz é: qual a razão da escolha por uma pessoa que se apresenta de forma sexualizada e estereotipada para contar histórias para crianças? 


Na semana de volta às aulas, um professor que se declara mulher foi dar aula com vestido e peruca, simulando roupas justas relacionadas à boneca Barbie. O professor, que se declara "mulher trans", afirmou em declarações subsequentes que fala com "meninas trans" e "planta sementinhas". 


Na rede social pública do professor, muitas das fotos são sugestivas e sexualizadas. A verdade é que toda a "cultura drag e trans" performada por homens contém uma alta dose de sexualização e fetichismo.


Os defensores, como sempre, alegaram que a reação à fantasia de Barbie e ao comportamento do professor foi "conservadora", "pânico moral" e "transfóbica". Mas ficam alguns questionamentos: 


  • As crianças que são alunas desse professor são coagidas a chamá-lo no feminino, porque ele se diz mulher?

  • As crianças são induzidas a acreditar que um homem é uma mulher e a subscrever à crença na identidade de gênero?

  • Como são tratadas as famílias, caso questionem as ações do professor?

  • As professoras são obrigadas a dividir banheiros coletivos com uma pessoa cujo sexo é masculino? Caso se sintam constrangidas, poderão se manifestar sem represálias?



A insistência de homens fetichistas em se aproximar de crianças


Grupos masculinos historicamente se organizaram em torno de seus próprios interesses. Não raro, esses interesses são sexuais. Ainda que alguns elementos culturais ou artísticos possam estar incluídos, não são apenas manifestações culturais e artísticas. São antes de tudo grupos de pessoas, em sua maioria esmagadora homens, promovendo seus interesses sexuais e buscando validá-los na sociedade. A "cultura drag" é mais uma iteração desse fenômeno.


Historicamente, quando observamos os padrões de pedofilia, os homens representam a maioria esmagadora dos perpetradores dos crimes. 


A realidade está posta: considerando que crianças são hipervulneráveis a abusos sexuais e outras manifestações da cultura masculina da pedofilia, por que deveríamos achar natural que elas sejam expostas a eventos e demonstrações de preferências sexuais organizados por quem é parte do grupo que majoritariamente comete abusos sexuais? (homens)


Enquanto sociedade, um dos limites civilizatórios é o de não expor crianças e jovens a conteúdo sexual adulto. É preciso proteger a infância e isso não é algo ruim, a ser desconstruído, ou que pertença a um ou outro espectro político. 


Voltando a Julie Bindel, ela traz sua preocupação sobre os efeitos que essa "cultura" produz nas crianças, ao "serem expostas a estereótipos ofensivos baseados em imagens pornográficas": tais ações estão longe de promover diversidade, mas sim enganação e coerção.


Expor crianças a conteúdo inapropriado não é "diversidade". Obrigar crianças a fingir que um homem é uma mulher não promove aceitação, e sim reforça ideias sexistas sobre o que é ser homem ou mulher.


Fazemos nossas as palavras de Julie Bindel:


Quero que as crianças cresçam aprendendo que podem ser quem quiserem ser e se vestir como quiserem. Não quero imagens sexualizadas (espartilhos, seios de tamanho cômico e maquiagem que você tem que aplicar com uma espátula) sendo vendidas para crianças. Esse visual não é libertador para ninguém e, se não fosse por atitudes machistas, misóginas e ultrapassadas sobre como as mulheres "reais" deveriam se parecer, as drag queens não existiriam (...) nossas crianças devem ter permissão para crescer em um mundo livre de exploração sexual e representações degradantes de mulheres.

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